O mercado de luxo no Brasil vive um momento de expansão contínua e revela um cenário muito mais amplo e diverso do que se imaginava. De acordo com um levantamento da Serasa Experian, realizado por meio da plataforma Insights Hub, já são 7,5 milhões de consumidores inseridos no universo premium, um contingente que combina poder aquisitivo, desejo por exclusividade e novos hábitos de consumo. Embora seja comum associar esse nicho apenas às altas rendas, o estudo mostra que uma parcela significativa desse público possui ganhos mensais abaixo de R$ 8 mil, uma evidência de que o luxo no país se tornou menos sobre ostentação e mais sobre experiências aspiracionais. Entre esses consumidores, 35,7% têm renda considerada média: 8,2% recebem até R$ 2 mil, 10,4% ganham entre R$ 4 mil e R$ 6 mil, e 7,6% estão na faixa de R$ 6 mil a R$ 8 mil. Já a maior concentração permanece entre os brasileiros com renda elevada, sendo 57,3% com ganhos superiores a R$ 10 mil e 6,9% na faixa entre R$ 8 mil e R$ 10 mil.
A distribuição geográfica também ajuda a explicar a força do setor. A região Sudeste concentra 60% dos consumidores de luxo, impulsionada principalmente por São Paulo, que sozinho representa 39% do total nacional, sendo que 18% estão apenas na capital. Campinas surge como o segundo maior polo de consumo premium do Brasil, reforçando a interiorização do mercado e o crescimento de clusters de alto padrão fora dos grandes centros metropolitanos. O Sul soma 16% dos consumidores e o Nordeste aparece com 12%, mostrando que a cultura do consumo sofisticado se expande cada vez mais pelo país.
Além das faixas de renda e da concentração regional, o estudo destaca comportamentos que reforçam o perfil conectado a experiências de alto padrão. Cerca de 62% dos consumidores desse grupo viajam com frequência e quase 90% utilizam programas de milhas, hábitos que comprovam a busca por mobilidade, conforto e vivências exclusivas. Essa combinação de novos perfis, maior alcance geográfico e um comportamento de consumo cada vez mais orientado a experiências mostra que o mercado de luxo brasileiro segue fortalecido e com potencial robusto de crescimento, atraindo marcas, investidores e um público que enxerga no setor não apenas produtos premium, mas um modo de viver cada vez mais aspiracional.
































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































