SALETE EM SOCIEDADE

Nosso Sertão- Para Gonzagão

Este poema de Gonzaga Mota mergulha na alma do nosso Nordeste, revelando com sensibilidade a realidade do sertão — onde a chuva é sinônimo de alegria e a seca traduz a tristeza e a resistência do povo. Uma temática que atravessa gerações e já inspirou grandes escritores e escritoras, tocando profundamente nossos corações. Em respeito a essa herança cultural, dedico este poema ao eterno Gonzagão, voz maior do Nordeste, seguido de palavras dele e de Zé Dantas, que eternizaram em versos e canções a força da nossa terra.

O inverno chegou. A chuva cai.
Belos campos frondosos.
Rios correndo, meninos pescando.
Animais pastando, garbosos.
Aves alegres, voando.
Cheiro de chão molhado.
Pessoas plantando,
outras já colhendo
A caatinga, rude vegetação,
absorvida pelo verde,
quanta satisfação!
Como é grande a alegria!

Porém, poderá voltar a melancolia.
Eis o sertão nordestino,
com esperança, ainda um dia,
será visto, não só pelos homens,
mas por seu virtuoso destino.
Frase que muitas vezes caracteriza o sertanejo:
“Mas doutô, uma esmola a um home, ou lhe
mata de vergonha, ou vicia o cidadão”.
(Luiz Gonzaga e Zé Dantas)


Autor: Gonzaga Mota

Facebook
Twitter
LinkedIn

Apoio Social

SALETE EM SOCIEDADE

Veja Outros Posts Recentes

Por minha vasta convivência profissional durante anos com a sociedade de Fortaleza, aprendi a captar notícias em suas mais preciosas e seguras fontes. Por perceber que no contato com esses registros sociais estava a fonte de minha vocação, resolvi criar meu próprio espaço na mídia virtual, reunindo uma equipe capaz e competente.

© 2025 Salete em Sociedade – Todos os Direitos Reservados