O governo dos Estados Unidos emitiu um alerta importante para quem planeja viajar ao país em 2026, detalhando comportamentos e erros que podem colocar em risco a entrada legal no território norte-americano. A orientação, divulgada pela Embaixada dos EUA no Brasil, destaca que até detalhes aparentemente simples no processo de visto ou na chegada ao país podem resultar em negativa ou até no cancelamento de autorizações já concedidas, especialmente em um momento de fiscalização mais rigorosa.
Segundo as autoridades consulares, um dos maiores riscos está em fornecer informações que não batem exatamente com os registros oficiais. Discrepâncias em dados sobre profissão, renda, tempo de permanência e até o propósito da viagem podem ser interpretadas como tentativa de omissão ou distorção dos fatos, levando a uma rejeição imediata do pedido. Essa atenção à precisão é tão fundamental que as autoridades alertam para evitar qualquer “ajuste” de informações apenas para tentar agradar o entrevistador, uma vez que inconsistências são motivos comuns de negativa.
O uso indevido do tipo de visto conquistado também é foco das recomendações. Entrar com visto de turista e, na prática, trabalhar, estudar ou permanecer além do período autorizado configura violação das regras migratórias americanas. Em 2026, com os sistemas de controle de entrada e saída mais integrados e cuidadosos, permanências irregulares tendem a ser identificadas com mais facilidade.
Outro ponto levantado pela Embaixada é a exposição nas redes sociais. Postagens que contradizem o motivo declarado da viagem, como anúncios de trabalho, ofertas de serviço ou indícios de mudança de vida permanente, podem ser usadas como evidência em entrevistas consulares ou na chegada ao país. Autoridades têm considerado, inclusive, conteúdos antigos nas análises, o que exige cautela extra dos viajantes na gestão de suas páginas e publicações online.
A entrevista na imigração, etapa final do processo de entrada, merece atenção redobrada. Respostas imprecisas, nervosismo excessivo ou ausência de documentos que comprovem vínculos com o país de origem, como comprovação financeira, passagem de volta ou reservas de hospedagem, aumentam as chances de barramento no aeroporto, mesmo que o visto esteja válido.
Esse conjunto de orientações acontece em um cenário em que os Estados Unidos também estão revisando suas políticas de vistos e imigração. Medidas recentes incluem a suspensão temporária de emissão de vistos de imigração para cidadãos de diversos países, embora vistos de turismo (como o B-1/B-2) continuem sendo processados normalmente, com análises que levam em conta novos critérios de segurança e documentação.
Para quem está planejando uma viagem ao país, seja a passeio, eventos esportivos ou encontros de negócios, seguir as orientações oficiais é essencial não apenas para obter o visto, mas para garantir uma entrada tranquila e em conformidade com as regras migratórias americanas.







































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































