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Pesquisa da UnB investiga medicamento à base de vespa brasileira contra o Alzheimer

O que o veneno de marimbondos têm a ver com o Alzheimer? Os pesquisadores de um projeto interdisciplinar desenvolvido na UnB (Universidade de Brasília) têm investigado uma terapia contra a doença a partir do uso de duas moléculas inspiradas no veneno do marimbondo-estrela (Polybia occidentalis), um tipo de vespa brasileira.

Segundo o estudo publicado no início de 2025 na revista Proteins, as substâncias octovespin e fraternina-10 demonstraram capacidade de interferir na formação das placas de proteína beta-amiloide no cérebro. Quando em excesso, elas se acumulam entre os neurônios, causando inflamação e interrompendo a comunicação dessas células. Em longo prazo, isso leva à morte neural e ao declínio cognitivo, o Alzheimer.Desfazer essas formações tóxicas, por meio das chamadas terapias antiamiloides, poderia ser um caminho promissor.

A investigação com peptídeos derivados de marimbondos já dura 25 anos, e começou com a neurocientista Márcia Mortari, do Instituto de Biologia da UnB. Mortari observou que a picada desses insetos era capaz de paralisar pequenas presas, indicando que o veneno continha substâncias ativas no sistema nervoso.

Estudos experimentais conduzidos pela professora Luana Camargo, do Instituto de Psicologia da UnB, sugerem que a molécula poderia prevenir as primeiras alterações fisiológicas associadas à doença de Alzheimer: as placas beta-amiloides. Sabe-se que essas estruturas começam a se formar no cérebro cerca de 10 a 15 anos antes dos primeiros sintomas clássicos do Alzheimer, como confusão mental e esquecimento. Portanto, se confirmada sua eficácia em novos estudos, a octovespina poderia ser utilizada em uma fase muito inicial da doença, diminuindo os riscos de complicações severas.

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