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Biofobia: aquele incômodo estranho que muita gente sente ao olhar para um passarinho… e querer sair correndo

Você já ouviu falar em biofobia? Não? Calma que não é nome de personagem de filme de terror, mas pode soar assim para quem se sente desconfortável só de pensar em passar um tempo num parque ou observar um formigueiro. Em termos simples, biofobia é aquela aversão, medo ou repulsa que algumas pessoas têm em relação ao contato com a natureza, aquele sentimento que faz muita gente preferir a TV ou o celular ao invés de uma trilha verdejante ao ar livre.

Vivemos num mundo onde todo mundo prega os benefícios de uma boa dose de natureza, desde melhorar o humor e reduzir o estresse até dar aquele up no sistema imunológico, sim, tem ciência nisso. Mas a verdade é que nem todo mundo sente isso quando pensa em árvores, insetos ou gramado. Algumas pessoas têm uma reação visceral negativa, e isso não é frescura, tem nome e pesquisa científica por trás.

O mais curioso é que essa tal biofobia não nasce do nada: ela é fruto de uma mistura de fatores. Tem quem cresceu num ambiente urbano, com pouco contato real com animais e plantas. Tem quem teve experiências ruins, tipo levar um susto com uma aranha ou ganhar um arranhão de um galho, e acabou criando uma associação negativa com tudo que é “ao ar livre”. E tem também histórias, imagens e até filmes que alimentaram medos ao longo da vida: aquele clássico Tubarão pode ter deixado mais marcas do que a gente imagina.

Os cientistas dividem esses fatores em dois grupos principais: os externos, como o ambiente físico e a maneira como a mídia representa a natureza; e os internos, como o seu próprio conhecimento sobre o mundo natural e até sua saúde ou experiências pessoais. Interessante pensar que saber mais sobre plantas e animais pode, de fato, te deixar menos receoso, informação é poder até quando o assunto é verde.

E se você está se perguntando se dá para “mudar isso”, a resposta é sim… mas com jeitinho. Uma abordagem é a exposição gradual: começar com pequenas experiências, como uma caminhada leve num parque urbano, observar pássaros de longe ou até aprender mais sobre espécies locais antes de se aventurar numa trilha de verdade. Educação ambiental e informação também ajudam a desconstruir preconceitos e transformar medo em curiosidade.

No fim das contas, a biofobia nos lembra de algo bacana: nossa relação com a natureza é tão diversa quanto nós mesmos. Enquanto muita gente encontra paz e inspiração em uma paisagem verde, outros podem se sentir tensos só de imaginar dar um passo na trilha. O desafio, e também a chance, está em entender essas diferenças, sem julgar, e talvez aprender juntos que natureza não é inimiga… e pode até ser uma excelente amiga quando a gente dá uma chance real a ela.

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Por minha vasta convivência profissional durante anos com a sociedade de Fortaleza, aprendi a captar notícias em suas mais preciosas e seguras fontes. Por perceber que no contato com esses registros sociais estava a fonte de minha vocação, resolvi criar meu próprio espaço na mídia virtual, reunindo uma equipe capaz e competente.

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