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Pilili surge como símbolo pop da democracia digital e marca nova fase da urna eletrônica no Brasil

Em um movimento que mistura comunicação institucional, linguagem visual contemporânea e estratégia de engajamento, o Tribunal Superior Eleitoral apresentou ao país uma nova personagem que promete ir além do universo jurídico: Pilili, a mascote oficial das eleições de 2026, nasce como tradução lúdica de um dos maiores ícones da tecnologia brasileira, a urna eletrônica, que completa três décadas de uso.

A estreia aconteceu durante a celebração dos 30 anos do sistema eletrônico de votação, marco que consolidou o Brasil como referência internacional em processos eleitorais informatizados. Mais do que uma homenagem, o lançamento foi pensado como reposicionamento de linguagem: aproximar a Justiça Eleitoral de uma geração acostumada a consumir informação de forma visual, rápida e simbólica.

Inspirada diretamente na estética da urna, Pilili carrega no próprio nome uma memória sensorial coletiva. A escolha remete ao som característico emitido no momento em que o eleitor confirma o voto, um “pi-li-li” que atravessou décadas e se tornou quase um ritual democrático brasileiro.

A construção da personagem também reflete uma leitura contemporânea de identidade. Sem gênero definido, Pilili foi concebida para representar neutralidade e universalidade, afastando-se de estereótipos e reforçando a ideia de que o processo eleitoral pertence a todos. A decisão dialoga com tendências globais de design e branding institucional, onde figuras simbólicas passam a incorporar valores como diversidade e inclusão.

Nos bastidores, o desenvolvimento da mascote começou ainda em 2023, dentro da equipe de comunicação digital do tribunal, evidenciando que a iniciativa não é pontual, mas parte de uma estratégia mais ampla de reposicionamento narrativo. A proposta é clara: transformar temas tradicionalmente técnicos, como voto, auditoria e segurança eleitoral, em conteúdos acessíveis, didáticos e compartilháveis.

A presença de Pilili nas campanhas institucionais deve seguir uma lógica multiplataforma, transitando entre ações educativas, redes sociais e eventos públicos. O objetivo é especialmente ambicioso diante de um cenário recente de queda no engajamento de jovens eleitores entre 16 e 17 anos, público que se tornou prioridade para a Justiça Eleitoral.

Durante o evento de lançamento, a presidente do TSE, Cármen Lúcia, reforçou a confiança no sistema eletrônico, destacando atributos como segurança, rapidez e auditabilidade, pilares que sustentam a credibilidade da urna ao longo de 30 anos.

Se no passado a comunicação institucional se apoiava em discursos formais e campanhas tradicionais, a chegada de Pilili indica uma virada estética e cultural: a democracia brasileira agora também se comunica por personagens, símbolos e narrativas visuais capazes de disputar atenção em um ambiente saturado de informação. Entre o som familiar do “confirma” e a construção de uma nova linguagem pública, a mascote sintetiza um momento em que tecnologia, cultura e política passam a dialogar de forma mais direta com o cotidiano do eleitor.

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Por minha vasta convivência profissional durante anos com a sociedade de Fortaleza, aprendi a captar notícias em suas mais preciosas e seguras fontes. Por perceber que no contato com esses registros sociais estava a fonte de minha vocação, resolvi criar meu próprio espaço na mídia virtual, reunindo uma equipe capaz e competente.

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