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“Jet lag social”: Dormir tarde e acordar cedo já é hábito para 80% dos jovens

Dormir tarde, ter dificuldade para acordar cedo e tentar compensar o sono no fim de semana tem nome: jet lag social. O problema atinge mais de 80% dos jovens brasileiros, segundo estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

O termo explica o descompasso entre o relógio biológico do corpo e os horários da escola e dos compromissos. Na prática, o organismo quer dormir e acordar mais tarde, mas a rotina obriga o contrário. “É diferente da insônia, pois aqui o problema não é a falta de sono, e sim o descompasso entre o tempo biológico e o social”, afirma a neurologista Letícia Soster, do Einstein Hospital Israelita.

A dimensão do problema foi medida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ao analisar 64 mil adolescentes de 12 a 17 anos, o estudo publicado na revista Sleep Health mostrou que mais de 80% apresentam algum grau de jet lag social. O fenômeno é mais forte na adolescência porque, nessa fase, há uma tendência natural a dormir e acordar mais tarde.

Apesar de comum, o jet lag social traz prejuízos. “Não é apenas uma questão de dormir pouco, mas sim uma irregularidade no sono”, reforça Soster. Entre os impactos estão pior desempenho escolar, falta de concentração, mudanças de humor, maior risco de ansiedade e depressão, além de problemas metabólicos como obesidade.

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Por minha vasta convivência profissional durante anos com a sociedade de Fortaleza, aprendi a captar notícias em suas mais preciosas e seguras fontes. Por perceber que no contato com esses registros sociais estava a fonte de minha vocação, resolvi criar meu próprio espaço na mídia virtual, reunindo uma equipe capaz e competente.

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