A IWC Schaffhausen amplia seu território criativo em 2026 ao apresentar, durante o Watches and Wonders Geneva, uma coleção que cruza engenharia, ficção e estética contemporânea. Mais do que lançamentos pontuais, a marca suíça constrói uma narrativa que conecta inovação técnica, exploração espacial e referências culturais, reposicionando o relógio como objeto de imaginação e performance.
Um dos pontos centrais dessa nova fase está na evolução da cerâmica luminosa, tecnologia que já havia sido apresentada como protótipo e agora ganha forma comercial no Big Pilot’s Watch Perpetual Calendar Ceralume. O modelo transforma o próprio material em fonte de luz, criando uma presença visual intensa e quase futurista, enquanto mantém a complexidade mecânica de um calendário perpétuo. É um movimento que reforça a capacidade da marca de transformar pesquisa técnica em linguagem estética.





A relação com o espaço também se consolida como eixo estratégico. Após anunciar sua ligação com a Vast Space, responsável por projetos de estações espaciais comerciais, a IWC apresenta o Pilot’s Watch Venturer Vertical Drive, um relógio testado e certificado para voos espaciais. A peça não apenas responde a exigências extremas de engenharia, mas também amplia o imaginário da relojoaria, aproximando-a de um território até então restrito à ciência e à ficção.
Essa mesma lógica de narrativa aparece na retomada da parceria com o legado de Antoine de Saint-Exupéry, autor de O Pequeno Príncipe. Ao revisitar o universo do personagem e do asteroide B612, a marca lança novos modelos da linha Le Petit Prince, como o Portofino Automatic Day & Night 34 e o Big Pilot’s Watch Perpetual Calendar ProSet. Aqui, o relógio deixa de ser apenas instrumento de medição do tempo para se tornar objeto simbólico, carregado de memória e imaginação.









Paralelamente, a coleção Ingénieur ganha novas interpretações que exploram materiais e proporções com precisão contemporânea. Entre os destaques estão um modelo com turbilhão voador em ouro rosé, uma versão em titânio com calendário perpétuo e uma leitura em cerâmica verde-oliva escura que reforça a tendência de tons utilitários no design de luxo. A linha também se expande com modelos menores em aço de 35 mm, incluindo uma versão com diamantes e outra com mostrador azul profundo, sinalizando um movimento de diversificação estética e de público.
O conjunto revela uma IWC que opera em múltiplas camadas: técnica, cultural e visual. Entre cerâmicas que brilham no escuro, relógios preparados para o espaço e referências literárias que atravessam gerações, a marca redefine o que significa medir o tempo em 2026. Mais do que precisão, trata-se agora de contar histórias, no pulso, na imaginação e, cada vez mais, além da Terra.









































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































