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Venda de mineradora põe Brasil no centro da corrida global por terras raras

A compra da mineradora brasileira Serra Verde pela americana USA Rare Earth, anunciada esta semana, colocou o Brasil no centro da disputa estratégica por minerais críticos ao avaliar a empresa goiana em cerca de US$ 2,8 bilhões.

O acordo prevê a aquisição de 100% da Serra Verde por US$ 300 milhões em dinheiro mais 126,849 milhões de novas ações da USA Rare Earth. O fechamento da operação está previsto para o terceiro trimestre de 2026 e ainda depende de aprovações regulatórias no Brasil e nos Estados Unidos.

Com sede em Goiás, a Serra Verde controla a mina e a planta de processamento Pela Ema, considerada hoje o único ativo em escala fora da Ásia capaz de fornecer os quatro principais elementos magnéticos de terras raras: neodímio, praseodímio, disprósio e térbio. Esses minerais são matéria-prima essencial para ímãs permanentes.

A transação ganha peso geopolítico por atender diretamente à demanda americana por cadeias de suprimento independentes da China. Neodímio, praseodímio, disprósio e térbio são usados em motores de carros elétricos, turbinas eólicas, semicondutores e equipamentos de defesa, setores que Washington trata como prioridade estratégica para reduzir a dependência de importações asiáticas.

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