Com a tecnologia, a medicina e a biomedicina deram um verdadeiro salto nesse ano de 2025. Alguns dos avanços mais recentes inclusive parecem saídos de um livro de ficção científica, porque existem desde órgãos de animais sendo adaptados para transplantes em humanos até inteligência artificial (IA) comandando todas as etapas de uma pesquisa. Apesar de aparentarem ser tão distantes da nossa realidade, essas investigações estão entre as que mais contribuíram com inovações que podem salvar vidas.
A área da saúde e da pesquisa biomédica é uma das mais impactadas pela inteligência artificial e a cada semana há uma coisa nova. Estamos vendo avanços muito grandes e muito rápidos”, afirma o biólogo Helder Nakaya, pesquisador sênior do Einstein Hospital Israelita e professor da Universidade de São Paulo (USP).
Entre um dos avanços, está a alternativa para transplantes de rim. Hoje, das 47 mil pessoas à espera de um doador compatível no Brasil, 44 mil aguardam por um rim, segundo o Sistema Nacional de Transplantes. Por conta disso, já existem rins geneticamente modificados vindo de porcos que podem ser uma solução temporária e alternativa a essa espera.
Outra investigação de impacto foi publicada, em julho, pela Nature Medicine, quando um sistema de inteligência artificial “pensou” em qual era o melhor alvo terapêutico para combater a fibrose pulmonar idiopática e desenhou a molécula que poderia combatê-lo.
Outro destaque do ano é um modelo de inteligência artificial que pode ser usado para prever a progressão de doenças a partir de grandes conjuntos de registros de dados sobre elas.
Apresentado em setembro na Nature Medicine, o sistema é inspirado na mesma lógica dos modelos generativos usados em ferramentas como o ChatGPT, mas, em vez de palavras, ele opera com eventos de saúde. Cada diagnóstico, internação ou condição clínica funciona como um “token”, e o modelo aprende a sequência desses eventos ao longo da vida das pessoas.
Por fim, uma pesquisa analisou sinais cerebrais para gerar descrições de pensamentos, “lendo a mente” de voluntários. Publicado na revista Science Advances no início de novembro, o estudo usou mapas que analisam quais regiões do cérebro se ativam conforme pensamos em objetos específicos, para conseguir prever conteúdos imaginados.






































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































