Se você atravessou os anos 2000 consciente, provavelmente carrega um superpoder emocional que muita gente ainda está tentando desenvolver. Paris Hilton garante: sobreviver àquela década foi praticamente um curso intensivo de resistência psicológica. Em tempos de celebridades caóticas, paparazzi agressivo, reality shows nascendo sem manual de ética e julgamentos públicos sem filtro, crescer sob os holofotes exigia nervos de aço, e uma boa dose de ironia.
Paris viveu tudo isso no modo hard. Antes das redes sociais dominarem o jogo, ela já era assunto diário, meme involuntário e alvo fácil da mídia sensacionalista. Qualquer saída noturna virava manchete, qualquer erro era amplificado e a fama vinha sem aviso prévio ou botão de desligar. Diferente de hoje, não existia curadoria, gerenciamento de imagem ou narrativa pessoal: quem mandava era o flash da câmera e a manchete do dia seguinte.

O que poderia ter destruído muita gente acabou moldando uma geração inteira. Paris lembra que ela, Britney Spears, Nicole Richie e tantas outras jovens da época foram empurradas para uma exposição brutal, aprendendo na marra a lidar com críticas, pressão estética e expectativas irreais. Não era só fama, era vigilância constante. E sobreviver a isso exigiu mais do que pose de capa de revista: exigiu resiliência.
Hoje, longe de ser apenas um ícone pop nostálgico, Paris Hilton é empresária, mãe e dona de um império que poucos levaram a sério no início. O que antes era visto como futilidade virou estratégia. O que era subestimado virou negócio. E aquela garota que parecia não se importar com nada, na verdade, estava aprendendo tudo, inclusive a transformar caos em capital.
Talvez por isso a frase faça tanto sentido: quem sobreviveu aos anos 2000 realmente pode enfrentar qualquer coisa. Foi uma época sem freio, sem empatia digital e sem rede de apoio emocional. Quem saiu de lá inteiro aprendeu a rir de si mesmo, a cair e levantar em público e, principalmente, a não pedir permissão para seguir em frente.

No fim das contas, os anos 2000 não foram só uma estética duvidosa e hits grudentos. Foram um teste de sobrevivência emocional. E, como Paris Hilton prova, quem passou por isso carrega cicatrizes, mas também uma força que não se apaga com o tempo.
Infinite Icon: Uma Memória Visual
Quando Estreia em 29 de janeiro nos cinemas
Classificação Não informada
Produção Estados Unidos, 2026
Direção J.J. Duncan e Bruce Robertson






































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































