Nova York virou passarela, vitrine e performance ao mesmo tempo durante o novo desfile da Gucci, que ocupou a Times Square no último sábado, 16 de maio, com uma megaprodução que misturou moda, publicidade, celebridades e cultura urbana em pleno coração de Manhattan. A apresentação da coleção Cruise 2027 marcou oficialmente a consolidação da nova fase criativa comandada por Demna e colocou a marca italiana no centro absoluto das conversas da indústria fashion nesta temporada.
Sob luzes gigantes, telões digitais e o caos característico da avenida mais famosa de Nova York, a Gucci criou uma experiência quase cinematográfica. Enquanto modelos cruzavam a passarela montada entre Broadway e a 7ª Avenida, campanhas da coleção dominavam simultaneamente os painéis luminosos da Times Square, transformando o espaço em uma espécie de universo paralelo batizado de “GucciCore”, conceito apresentado por Demna para essa nova etapa da maison.



O desfile reuniu nomes que atravessam diferentes gerações da cultura pop e da moda internacional. Paris Hilton apareceu com visual totalmente diferente, abandonando temporariamente o loiro clássico para desfilar com cabelos castanhos escuros, enquanto Cindy Crawford, Tom Brady, Mariah Carey, Kim Kardashian, Lindsay Lohan e Anna Wintour acompanharam o evento entre convidados e participações especiais. A brasileira Sheila Bawar também esteve entre os destaques da passarela, reforçando a presença latina e multicultural da coleção.
A escolha de Nova York não aconteceu por acaso. Além de representar o maior mercado consumidor de luxo do mundo atualmente, Manhattan possui ligação histórica com a Gucci desde 1953, ano em que a marca abriu sua primeira loja fora da Itália justamente na cidade. O novo desfile funciona como parte da estratégia da Kering para reposicionar a grife após a queda recente nas vendas e fortalecer o impacto cultural da marca na era digital.




































Nas roupas, Demna apostou em uma mistura provocativa entre alfaiataria clássica, streetwear exagerado, glamour dos anos 2000 e referências ao cotidiano nova-iorquino. Passaram pela passarela personagens inspirados em executivos urbanos, turistas da Broadway, frequentadores de academias e jovens conectados à estética internetcore que domina as redes sociais atualmente. A ideia era transformar pessoas “reais” em símbolos fashion sem perder o exagero teatral típico do estilista.
Depois do desfile, a programação seguiu madrugada adentro em uma after party chamada “Gucci Mansion”, espaço imersivo criado para convidados com karaokê, instalações artísticas, experiências interativas e ambientes cenográficos inspirados em academia, fast-food e cultura pop americana. A proposta reforçou a ideia de que a Gucci quer ir além da moda e ocupar territórios ligados a entretenimento, comportamento e experiência cultural.













































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































