No burburinho da New York Fashion Week Fall/Winter 2026, a apresentação da Carolina Herrera não foi apenas mais um desfile elegante – foi um daqueles momentos de moda que a gente não esquece rápido. Assinado por Wes Gordon, o evento trouxe um twist inteligente: ao invés de apenas modelos, ele colocou artistas, galeristas e criativas reais cruzando a passarela com roupas que parecem pensadas para um editorial e para vestir na vida real.
A lógica de Gordon aqui foi bem clara: tirar a moda do pedestal e trazer para o centro da conversa as mulheres que, fora do circuito fashion clássico, moldam o cenário cultural. É aí que nomes como Amy Sherald, Ming Smith e Eliza Douglas entraram para desfilar, não como celebridades em figurino, mas como versões autênticas de si mesmas, cada uma carregando seu universo estético enquanto vestia looks que misturavam clássico e ousado.



Essa coleção foi menos sobre seguir uma cartela de cores óbvia de inverno e mais sobre traduzir personalidade em roupa. Havia animal prints que não pareciam cliché, detalhes florais que pareciam obras de arte estampadas no tecido e até desenhos que lembravam esboços de sapatos da própria linha Good Girl, como se a tradição encontrasse a irreverência. O que Gordon fez foi pegar o legado latino sofisticado da marca e dar um twist moderno: menos uniforme de gala e mais guarda-roupa de vida real com um toque artístico.
Enquanto a primeira fila fervilhava com nomes influentes do entretenimento e da moda, cenário que acabou virando notícia por si só nesta temporada de moda em Nova York, a passarela funcionava como uma conversa aberta sobre estilo, identidade e expressão pessoal. A mistura de peças dramáticas, cortes limpos e elementos divertidos como paetês e jacquards brilhou sem parecer previsível, mostrando que o inverno pode ser vibrante mesmo em tons sóbrios.




















No fim das contas, o desfile não foi apenas sobre roupas bonitas, foi sobre significado. Gordon deixou claro que, quando moda encontra significado cultural, ela deixa de ser apenas visual e passa a ser um comentário sobre quem somos e como escolhemos nos apresentar ao mundo. E isso, convenhamos, é o tipo de coleção que faz a gente querer revisitar cada foto em close e talvez até repensar o próprio guarda-roupa.














































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































