SALETE EM SOCIEDADE

Carnaval à luz da psicanálise

No Espaço do Leitor de hoje, a psicóloga Bia Jucá nos convida a refletir sobre o Carnaval à luz da psicanálise. Em um texto leve, inteligente e provocador, ela dialoga com conceitos de Freud para interpretar a folia como um momento de catarse, liberdade e suspensão temporária das regras que regem a vida em sociedade.

“Um amigo me perguntou o que Freud teria a dizer sobre o Carnaval. Nunca me atreveria a atribuir palavras ao Mestre, mas acredito que ele ficaria satisfeito ao ver, nessa manifestação cultural, muitas de suas teorias confirmadas.

Uma delas diz que o ser humano pagou um alto preço ao se organizar em sociedade, tendo de limitar e recalcar seus desejos. Pois bem: no Carnaval, tudo parece permitido. Nessa catarse coletiva, o superego tira folga, o ego relaxa e o id pode desfrutar desejos antes censurados, protegido e disfarçado por máscaras e fantasias.


Tudo é visto como uma brincadeira de criança — e, segundo Freud, é justamente daí que nascem as fantasias do adulto. Esse pacto social temporário rompe a lei e a ordem internalizadas, permitindo a inversão de papéis e valores. Por isso, prazer e felicidade imperam “até quarta-feira”…


Bom Carnaval para todos, sem excessos desnecessários, pois depois da folga o superego retorna fortalecido — quase tirânico — trazendo culpa e sensação de vazio. E isso, convenhamos, ninguém merece! (Bia Jucá)

Facebook
Twitter
LinkedIn

Apoio Social

SALETE EM SOCIEDADE

Veja Outros Posts Recentes

Por minha vasta convivência profissional durante anos com a sociedade de Fortaleza, aprendi a captar notícias em suas mais preciosas e seguras fontes. Por perceber que no contato com esses registros sociais estava a fonte de minha vocação, resolvi criar meu próprio espaço na mídia virtual, reunindo uma equipe capaz e competente.

© 2025 Salete em Sociedade – Todos os Direitos Reservados