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Hermès lidera a valorização de revenda em 2025 e consolida bolsas de luxo como investimento

A Hermès voltou ao topo do mercado de revenda de luxo em 2025, reafirmando o status de suas bolsas como ativos de alto valor e desejo contínuo. De acordo com o relatório Clair da Rebag, referência global na análise do mercado secundário de bens de luxo, a maison francesa alcançou uma retenção média de valor de 138% em sua plataforma de revenda, um salto expressivo de 38% em relação ao ano anterior e um sinal claro da força da marca em um cenário de consumo cada vez mais atento ao retorno financeiro.

Os números reforçam a excepcional performance da Birkin, ícone absoluto do luxo, cuja análise histórica de dez anos revela uma valorização de 92% desde 2015. O dado chama atenção por superar com folga o aumento de 43% nos preços de retalho praticados pela própria Hermès no mesmo período, evidenciando que, no mercado secundário, a procura e a escassez elevam essas bolsas a um patamar próximo ao de investimentos tradicionais.

Outras marcas também se destacaram no ranking de retenção de valor em 2025. A Goyard garantiu a segunda posição, com 132% de retenção média, crescendo 28% em comparação a 2024. A The Row manteve um desempenho sólido, com 97%, enquanto a Miu Miu surpreendeu ao ultrapassar a barreira dos 100%, atingindo uma média de 104% e reforçando o apetite do mercado por marcas com forte apelo de moda e identidade contemporânea.

No segmento de joalheria fina, a Van Cleef & Arpels ampliou sua liderança ao registrar 112% de retenção, impulsionada sobretudo pela coleção Sweet Alhambra, que segue altamente desejada no mercado secundário. Já entre os relógios de luxo, a Rolex manteve estabilidade com 104% de retenção média, com modelos específicos, como o Submariner Hulk, alcançando impressionantes 244% do valor original de retalho. Em contraste, a Cartier apresentou uma retenção mais modesta, de 87%, refletindo diferenças de procura e liquidez entre as marcas.

O relatório também aponta o impacto direto da cultura e da nostalgia na valorização das peças. O retorno da colaboração Louis Vuitton X Takashi Murakami reacendeu a procura por modelos icônicos, levando alguns a ultrapassarem 130% de valorização na revenda. Ao mesmo tempo, o interesse renovado por bolsas do início dos anos 2000, como a Le City da Balenciaga, a Phantom da Celine e a Paddington da Chloé, impulsionou a procura por estilos que misturam memória afetiva e relevância fashion.

Segundo o Clair 2025, que analisa milhões de pontos de dados dos mercados primário e secundário, 2025 se consolida como um ano decisivo para a revenda de luxo. Mudanças tarifárias globais, preços mais elevados no varejo tradicional e a transformação no comportamento dos consumidores fortaleceram o mercado secundário como alternativa sólida e estratégica. Para Charles Gorra, CEO e fundador da Rebag, a migração de consumidores para a revenda confirma a maturidade do setor e destaca as marcas capazes de sustentar valor ao longo do tempo.

Esse movimento ganha ainda mais força com a expansão da Rebag para a Luxury Stores at Amazon, anunciada em junho, levando bolsas de designer em segunda mão, joias e relógios para uma das maiores plataformas de e-commerce do mundo. A iniciativa amplia o alcance da revenda de luxo e reforça a ideia de que, em 2025, exclusividade, liquidez e valorização caminham juntas no universo das grandes marcas.

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