


Nossa entrevistada desta semana é a empresária de moda e atleta amadora de corrida, Renata Alencar Pinheiro. Tendo o esporte como ponto de equilíbrio e escape, está prestes a receber a Six Star Medal, medalha entregue pela organização internacional Abbot Majors aos atletas que conseguem concluir as seis maiores maratonas do mundo. Outra conquista recente foi o patrocínio da Adidas. Vem conhecer com a gente a história e o exemplo de bem viver dessa empresária.






Você tem uma história com a moda em Fortaleza e segue com a Maison Giverny há 17 anos. Quais as principais mudanças que você percebeu no mercado de Fortaleza nesse tempo?
Quando começamos com a moda em Fortaleza, trabalhávamos com grandes marcas nacionais. Ao longo desses 17 anos, o mercado se sofisticou, se abriu para referências globais e, ao mesmo tempo, passou a valorizar mais a identidade autoral. Hoje, vejo clientes muito mais conscientes: querem exclusividade, mas também buscam propósito e autenticidade. A Giverny cresceu nesse movimento, equilibrando tradição com inovação.
Qual o papel do esporte na sua vida? Como deu start a essa mudança na sua rotina?
O esporte virou meu equilíbrio e meu escape. No entanto, a corrida se intensificou de verdade depois de uma decisão de mudar de vida, quando recebi o diagnóstico de endometriose avançada e um cisto de tamanho considerável. Foi um ponto de virada: aumentei o volume de exercícios e, quando percebi, a corrida tinha se destacado dentro da rotina, já com uma tendência natural para performance. Foi aí que procurei a assessoria Evolution Multiesportes para treinar com mais foco. O treinador Thiago Pimenta montou minha primeira planilha — e aí tudo mudou! Em quatro meses de treino para a maratona do Rio, conseguimos o tempo almejado na prova e o sonhado índice para correr a Maratona de Boston. Passei a treinar com método, entender meus limites e evoluir rápido. Foi nesse momento que a corrida deixou de ser só um exercício e virou realmente um lifestile.
Quem começou primeiro com a atividade física? Você ou o seu marido? Como vocês fazem para se apoiar?
Na verdade, quem começou foi o Marcelo. Quando nos conhecemos, há mais de 20 anos, ele já corria e sempre foi apaixonado por esportes. Eu até corria um pouco, mas nada muito sério. Hoje, a gente se apoia muito: ele entende minhas rotinas de treino e provas, e a gente se incentiva mutuamente. É parceria total, dentro e fora do esporte.
Você está prestes a receber a Six Star Medal, medalha entregue pela organização internacional Abbot Majors aos atletas que conseguem concluir as seis maiores maratonas do mundo. Qual é a sensação dessa conquista?
É um sonho que parecia distante, quando comecei. Cada maratona foi uma história de superação e de aprendizado. Chegar à Six Star será a consagração desse processo — não só como atleta amadora, mas como pessoa que se propôs a viver desafios grandes. É a prova de que a disciplina e a paixão podem te levar a lugares que você nunca imaginou. Mas tenho consciência de que Deus foi muito generoso comigo. Completar as 6 Majors em dois anos e meio é considerado um tempo curtíssimo. Encontrei pelo caminho muita ajuda. Alguns consideram sorte ou coincidência. Eu considero como um dos pequenos milagres de Deus. Sempre senti sua presença, em cada treino sozinha pela madrugada. Em cada dia de cansaço. Sempre tive o forte apoio do marido e dos filhos. E quando comemorava o RP em Nova York, fui surpreendida com um convite de uma grande marca de esportes para fazer parte do seu time de atletas. Nesse momento, tive a certeza, nunca estive sozinha! Como costumo repetir todos os dias: Primeiro, você coloca o pé, depois Deus coloca o chão, e se lhe tirarem o chão, Deus te dará asas.
Como surgiu o patrocínio da Adidas? Conta pra gente…
O patrocínio da Adidas surgiu de forma muito natural, fruto da minha relação com a corrida e da visibilidade que esse caminho trouxe. Eles acompanham meu percurso, as majors, a forma como compartilho minha rotina de treinos e superações. Foi uma conexão de valores: eu me identifico muito com o propósito da marca e com a forma como eles incentivam atletas amadores a sonhar grande. Para mim, é uma honra vestir a Adidas, porque representa não só performance, mas também inspiração para quem acredita que o esporte pode transformar vidas.
Como o esporte é presente na vida dos seus filhos? Eles também gostam de fazer atividade física? De que forma a sua rotina impacta positivamente a rotina deles?
Eles cresceram vendo a mãe sair cedo para treinar, viajar para correr, falar de esporte como algo natural. Isso cria referência! Hoje, eles se movimentam, experimentam modalidades, e entendem que o corpo precisa de cuidado. Não quero que sigam meus passos necessariamente, mas que percebam como o esporte traz saúde, energia e confiança. Esse é o maior legado.
































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































