Entre sentimentos profundos e reflexões sobre a existência, Gonzaga Mota traduz em versos a dor da solidão, a saudade e as marcas deixadas pelo tempo. Um soneto intenso, carregado de emoção, sofrimento e, sobretudo, de amor — porque assim é a vida: feita de encontros, perdas, lembranças e esperança.
A inclemente solidão cresce,
não consigo pensar,
e nem assimilar,
o amor que ela oferece.
Ouço a voz da saudade,
sinto a vitória da tristeza,
cheiro a fumação do tempo,
eis, pois, a cruel desilusão.
Ah, insuportável sofrimento!
Sou um homem com angústia,
uma caixa de melancolia.
A desesperança predomina,
peço forças a Deus, para suportar, a dor que se aproxima.
Gonzaga Mota







































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































