Entre livros, vozes e encontros, Paracuru se transforma em território de imaginação compartilhada. A nova edição da Feira Literária do Ceará chega ao município entre os dias 16 e 18 de abril de 2026, reafirmando a força da literatura como experiência coletiva e descentralizada, longe dos grandes centros, mas no centro do debate cultural.
A proposta vai além da leitura silenciosa. Ao ocupar a praça principal da cidade, o evento cria um ambiente onde a palavra circula em múltiplas formas: falada, cantada, encenada. Com mais de 60 atividades gratuitas, a programação reúne lançamentos de livros, oficinas, rodas de conversa, contação de histórias e apresentações artísticas, compondo um mosaico que conecta diferentes linguagens e públicos.
Essa diversidade não é apenas estética, é política cultural. A feira integra um circuito itinerante que percorre cidades do interior cearense, ampliando o acesso ao livro e incentivando a formação de leitores em territórios muitas vezes fora do eixo tradicional. Paracuru, neste contexto, não é apenas sede, mas símbolo de um movimento que entende a cultura como direito e ferramenta de transformação.
A abertura, no dia 16, propõe um olhar institucional e artístico sobre o papel da leitura no Brasil contemporâneo, com debates sobre políticas públicas e apresentações que dialogam com tradições populares. Nos dias seguintes, a programação se intensifica: oficinas criativas, encontros com autores, discussões sobre literatura e identidade, além de shows que aproximam a palavra escrita da oralidade nordestina.
No encerramento, a experiência ganha contornos ainda mais sensoriais, com sarau ao pôr do sol, apresentações musicais e encontros entre escritores locais, consolidando a ideia de que a literatura não se limita às páginas, ela se expande para o território, para o corpo e para o coletivo.
Mais do que um evento, a Feira Literária do Ceará em Paracuru se afirma como gesto de circulação cultural. Ao reunir leitores, autores e comunidades em um mesmo espaço, ela cria pontes entre tradição e contemporaneidade, entre escrita e escuta, entre interior e mundo.








































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































