A mais nova adaptação cinematográfica de O Morro dos Ventos Uivantes, título original Wuthering Heights, está prestes a estrear nos cinemas e já virou tópico quente por um motivo que vai muito além da história trágica de amor entre Catherine e Heathcliff: o figurino. A direção visual assinada por Emerald Fennell e o trabalho de Jacqueline Durran transformaram a moda em um personagem à parte no filme, misturando referências históricas e escolhas estilísticas que provocam tanto aplausos quanto debates apaixonados online.
A produção não se prende a uma época específica, e isso é parte do ponto. Embora a trama esteja ambientada no século XVIII, as roupas de Margot Robbie como Cathy e dos demais personagens fogem do rigor histórico clássico e se aproximam mais de uma fantasia estilizada, incorporando elementos que vão do romantismo vitoriano a toques de glamour hollywoodiano e até inspirações pop modernas. São cerca de 45 a 50 looks criados só para Cathy, cada um pensado para amplificar o estado emocional da personagem e reforçar a atmosfera “feérica e intensa” que Emerald imaginou.



A paleta de cores do figurino, com tons intensos de vermelho, preto e branco, funciona como uma assinatura visual que dialoga com a narrativa: o uso frequente do vermelho, por exemplo, simboliza paixão, desejo e perigo tanto quanto destaca Cathy em meio às paisagens cinzentas e selvagens dos charcos. E por mais que algumas peças sejam inspiradas em silhuetas do passado, os materiais e cortes modernos deixam claro que o objetivo não é criar precisão histórica, mas sim um mundo emocional amplificado, quase como um sonho teatral colocado na tela.
Isso explica por que alguns figurinos têm causado surpresa, e até memes, entre públicos online: há looks que parecem mais saídos de editoriais de moda ou passarelas contemporâneas do que de um drama gótico tradicional. Em especial, a escolha de tecidos brilhantes, corsets dramáticos e detalhes exagerados faz com que cada traje pareça quase um personagem por si só, traduzindo sentimentos como desejo, confinamento social e rebeldia em roupa.



O resultado é um filme onde o figurino não é apenas pano de fundo, mas um narrador visual: cada vestido, capa ou adereço contribui para a intensidade da história e acaba gerando debates sobre o equilíbrio entre fidelidade literária e expressão criativa cinematográfica. Em resumo, prepare-se para ver looks memoráveis, alguns vão virar tendência de moda, outros vão virar assunto, porque O Morro dos Ventos Uivantes promete incendiar tanto as telas quanto os feeds nas semanas seguintes à estreia.









































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































