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A Abelha – Um Inseto Quase Divino

Com sensibilidade e profundo olhar sobre a natureza, o jornalista e radialista Chico Carlôto faz uma bela reflexão sobre a importância das abelhas para a vida e para o equilíbrio ambiental.

A abelha parece pequena diante do mundo, mas carrega dentro de si um mistério antigo.
É um inseto que trabalha em silêncio, fecunda flores, alimenta a vida e sustenta a delicada engrenagem da natureza. Há algo quase divino na abelha, não pela força, mas pela harmonia.

Ela não destrói para existir; ao contrário, cria, transforma pólen em mel, campo seco em fartura, flor passageira em eternidade.
No sertão, quando o inverno chega bonito, o zunido das abelhas é como oração sobre a terra, elas anunciam que a vida resistiu mais uma vez. Sem discursos, sem vaidade, ensinam disciplina, coletividade e permanência.

Nos sertões de Canindé, apesar das limitações e da caça predatório em busca do mel, existem núcleos que cultivam apiários de forma correta. Os municípios de Itatira e Paramoti têm sido referência na produção do “elixir da longa vida”!
Talvez por isso os antigos olhassem a abelha com respeito sagrado.
Porque num mundo marcado pelo excesso de ruído, ela continua fazendo o essencial:
trabalhar em silêncio para que a vida floresça.

A resistência da abelha ao trabalho coletivo é algo exemplar. Há uma poesia natural nesse pequeno inseto que atravessa culturas e tempos.
“A abelha não faz mal, faz mel o elixir da longa vida”

(Chico Carlôto) Jornalista/Radialista – Canindé

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