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Obesidade infantil faz doenças de adulto aparecerem cada vez mais cedo no Ceará

Hipertensão, diabetes, problemas no coração e nas articulações, antes comuns apenas em adultos, estão sendo diagnosticadas em crianças e adolescentes. No Ceará, 40% das crianças de 0 a 9 anos têm excesso de peso, segundo dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional do Ministério da Saúde levantados pelo Diário do Nordeste.

O avanço dessas comorbidades está diretamente ligado ao aumento da obesidade na infância. Especialistas apontam que a substituição da alimentação tradicional por ultraprocessados, que são mais baratos, altamente calóricos e de fácil acesso, é uma das principais causas. O resultado é uma dieta com menor valor nutricional e maior risco de ganho de peso excessivo desde os primeiros anos de vida.

Os números no Estado acendem um alerta. Além dos 40% com excesso de peso, 9 em cada 100 crianças cearenses têm obesidade grave, quando o Índice de Massa Corporal está extremamente elevado. Em nível nacional, um relatório da Unicef de 2025 mostrou que a desnutrição ainda atinge 9,2% de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos, taxa muito próxima dos 9,4% de obesidade na mesma faixa etária.

Para profissionais de saúde, tratar a obesidade e suas comorbidades ainda na infância é essencial para evitar consequências na vida adulta. Sem intervenção precoce, os pacientes tendem a evoluir para um quadro crônico de doenças, o que pode sobrecarregar a rede pública de saúde no futuro e reduzir a qualidade de vida dessa geração.

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Por minha vasta convivência profissional durante anos com a sociedade de Fortaleza, aprendi a captar notícias em suas mais preciosas e seguras fontes. Por perceber que no contato com esses registros sociais estava a fonte de minha vocação, resolvi criar meu próprio espaço na mídia virtual, reunindo uma equipe capaz e competente.

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