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Europa não poderá mais destruir roupas e calçados não vendidos

A União Europeia oficializou a proibição da destruição de roupas, calçados e acessórios não vendidos pelas grandes empresas, marcando um ponto de virada na luta contra o desperdício na indústria têxtil. Decisão começa a valer a partir de julho de 2026.

Por trás dessa medida, está uma realidade alarmante: entre 4% e 9% das peças produzidas nunca chegam a ser usadas e acabam sendo deliberadamente destruídas. Esse desperdício gera aproximadamente 5,6 milhões de toneladas de CO₂ por ano – um volume quase equivalente às emissões totais da Suécia em 2021.

Imagine montanhas de roupas novas sendo incineradas, trituradas ou simplesmente descartadas enquanto milhões de pessoas no mundo precisam de vestimentas.

Essa contradição absurda motivou a criação do Regulamento de Ecodesign para Produtos Sustentáveis (ESPR), que coloca um fim definitivo nessa prática devastadora.

Para entender a importância dessa proibição, é preciso compreender por que as empresas adotavam essa prática aparentemente sem sentido. Entre os motivos, estavam a proteção da imagem de marca, já que evitar que produtos fossem vendidos com grandes descontos poderia desvalorizar a marca e questões fiscais. Isso porque, em alguns casos, a destruição oferecia vantagens tributárias.

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