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Cuba corta semana de trabalho para 4 dias em meio à pior crise de energia em décadas

Cuba vive um momento de aperto extremo: diante de uma crise energética que se intensifica dia após dia, o governo anunciou medidas que parecem saídas diretamente de um filme sobre economia em colapso. Uma das mais comentadas, e impactantes na vida do cubano comum, é a redução da jornada de trabalho para quatro dias por semana nas empresas estatais, parte de um pacote de medidas de emergência para tentar segurar as luzes acesas e serviços essenciais funcionando mesmo com pouco combustível e geração de energia disponível.

O motivo por trás dessa decisão drástica está ligado à escassez de combustível que assola a ilha caribenha, em grande parte resultado das sanções norte-americanas que cortaram o fluxo de petróleo que vinha principalmente da Venezuela — um aliado tradicional de Cuba. Com isso, a produção de energia elétrica ficou cada vez mais insuficiente, levando a racionamentos e cortes programados de eletricidade que afetam residências, transportes, indústrias e até serviços públicos.

A mudança para uma semana de trabalho reduzida é uma tentativa de diminuir o consumo geral de energia no setor estatal — que ainda mantém funções essenciais — enquanto o país luta para garantir combustível para hospitais, produção de alimentos e outras atividades prioritárias. Além dessa alteração no ritmo da semana laboral, o governo também já havia anunciado redução no transporte entre províncias, escolas com dias letivos mais curtos e menos exigências de presença física em universidades, tudo como parte de um esforço nacional de poupar recursos.

A crise vai além da simples falta de luz: a incapacidade de abastecer aviões com combustível está afetando até o turismo e conexões internacionais, enquanto muitas famílias e negócios encaram cortes prolongados de energia, geradores limitados e uma rotina de insegurança elétrica.

Essas medidas são consideradas as mais severas adotadas pelo governo cubano em anos, lembrando episódios difíceis de sua história econômica mais recente, e refletem tanto o impacto das pressões externas quanto os desafios internos de manter um sistema de energia envelhecido em funcionamento.

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