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Black Friday deve injetar R$ 431 milhões em Fortaleza, mas consumidor não quer cair em qualquer promoção

A temporada de descontos promete movimentar o comércio de Fortaleza e colocar R$ 431 milhões em circulação durante a Black Friday de 2026. A estimativa é do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC), ligado à Fecomércio Ceará, e representa um crescimento nominal de 1,2% em relação aos R$ 426 milhões projetados no ano passado. Mesmo com a expectativa positiva para o varejo, o levantamento revela um consumidor mais atento ao orçamento, disposto a pesquisar preços e, principalmente, desconfiado de ofertas que não entregam vantagens reais.

A Black Friday, marcada para 27 de novembro, já ocupa posição de destaque no calendário comercial da capital cearense, ficando atrás apenas do Natal e do Dia das Mães. O potencial de consumo estimado corresponde a 91,7% do volume projetado para o Dia das Mães deste ano e supera em 31,4% a expectativa para o Dia das Crianças. A data reúne desde compras de necessidade cotidiana até produtos de maior valor, além de funcionar como oportunidade para antecipar despesas de fim de ano.

Segundo a pesquisa, 46,1% dos consumidores de Fortaleza pretendem aproveitar as promoções, enquanto 41,1% afirmam que não devem comprar e 12,8% ainda estão indecisos. Entre aqueles que planejam participar, a principal motivação é encontrar produtos necessários por preços menores, resposta apontada por 68,2% dos entrevistados. Outros 32,9% querem antecipar os presentes de Natal, enquanto 17% pretendem aproveitar as ofertas mesmo sem ter uma compra específica em mente.

O levantamento também mostra que a confiança continua sendo um dos principais desafios para o comércio. Entre os consumidores que não pretendem participar da Black Friday, 32,5% afirmam não acreditar na veracidade das promoções e consideram os descontos uma estratégia de marketing. Outros 23,6% avaliam que o momento econômico não favorece novas compras e 23,1% consideram as ofertas pouco atrativas. A falta de dinheiro também pesa para 21,9%, enquanto 12,3% dizem estar endividados e preferem priorizar o pagamento das contas.

Na lista de produtos mais procurados, os eletrodomésticos aparecem na liderança, com 37,5% das intenções de compra. Roupas e artigos de vestuário ocupam a segunda posição, com 28,1%, seguidos por calçados, cintos e bolsas, que somam 25,5%. Um dos movimentos mais expressivos aparece no segmento de beleza: cosméticos e perfumes passaram de 9,1% para 18,2% das intenções, praticamente dobrando a participação em relação à pesquisa anterior. Artigos para o lar e móveis e itens de decoração também registraram crescimento, indicando espaço para diferentes segmentos do varejo durante a temporada promocional.

Mesmo com a força das plataformas digitais, as lojas físicas continuam sendo o canal preferido dos fortalezenses. Ao todo, 64,3% dos entrevistados demonstram preferência pelas compras presenciais, enquanto 41,9% mencionam as lojas on-line. Os números não são excludentes, já que parte dos consumidores utiliza os dois formatos para comparar preços e decidir onde fechar negócio.

A pesquisa de preços, aliás, virou praticamente uma etapa obrigatória antes de passar o cartão. Cerca de 76,6% dos consumidores já pesquisaram ou pretendem pesquisar os valores dos produtos. A internet aparece como principal ferramenta de comparação, utilizada por 42,3% dos entrevistados, enquanto 34,5% recorrem às lojas físicas e 23,2% combinam os dois canais. Além disso, 55,6% consideram que os melhores descontos estão nas lojas virtuais e nos aplicativos, contra 26,2% que enxergam vantagens maiores nos estabelecimentos presenciais.

A reputação das empresas também tem peso na decisão. Para 47,7% dos consumidores, a preferência é comprar em lojas onde já tiveram experiências positivas. Outros 43,8% priorizam o menor preço encontrado após pesquisar, enquanto 30,7% dão preferência a marcas conhecidas. Frete grátis, prazo de entrega e indicações de outras pessoas também entram na conta, mostrando que o desconto anunciado sozinho nem sempre garante a venda.

Outro comportamento que chama atenção é a antecipação das compras. Segundo o levantamento, 76% dos entrevistados estão evitando realizar determinadas aquisições em outubro e novembro para aproveitar as ofertas da Black Friday. A maioria pretende concentrar as compras na semana do evento, enquanto 17% devem deixar para o próprio dia. O movimento mostra como a data interfere no planejamento financeiro das famílias e também reorganiza o calendário de vendas do comércio.

Para o varejo, a expectativa de movimentar R$ 431 milhões representa uma oportunidade importante, mas o consumidor deixa claro que não pretende comprar por impulso. Com orçamento limitado, comparação de preços e preocupação com a credibilidade das ofertas, as empresas terão de ir além das etiquetas promocionais. Em uma Black Friday cada vez mais disputada, conquistar a confiança do público pode ser tão importante quanto oferecer o maior desconto.

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Por minha vasta convivência profissional durante anos com a sociedade de Fortaleza, aprendi a captar notícias em suas mais preciosas e seguras fontes. Por perceber que no contato com esses registros sociais estava a fonte de minha vocação, resolvi criar meu próprio espaço na mídia virtual, reunindo uma equipe capaz e competente.

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