O declínio cognitivo pode começar aos 40 anos, bem antes do que se imaginava. É o que aponta uma pesquisa de neurocientistas da Universidade de College Cork, na Irlanda, publicada na revista Trends in Neurosciences.
O estudo acompanhou cerca de 60 adultos de 18 a 74 anos. Eles precisaram memorizar associações entre rostos e objetos ou cenas e, minutos depois, lembrar as combinações corretas enquanto tinham a atividade do hipocampo — área da memória — monitorada por ressonância magnética.
Os resultados mostraram queda na precisão a partir da vida adulta até os 50 anos. Participantes de meia-idade reconheciam os rostos e as imagens, mas confundiam as associações. É a sensação de familiaridade sem lembrança completa.
Para os pesquisadores, o achado mais inesperado foi no cérebro. Enquanto jovens erravam por falta de ativação da memória original, os mais velhos apresentavam reativação intensa, mesmo no erro. A conclusão é que a memória não piora de repente na velhice, mas passa por mudanças graduais já antes dos 60 anos.





































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































