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Medicina e Direito unidos por ética e vocação

Médico e advogado, Ricardo Madeiro construiu sua trajetória profissional na convergência entre duas áreas essenciais à vida humana.

Mestre em Saúde Pública, possui residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia Pediátrica e, há 40 anos, atua como preceptor de residência médica, contribuindo para a formação de diferentes gerações de profissionais da saúde.

Na advocacia, reúne mais de 20 anos de experiência, com especialização em Direito Médico, Direito Penal e Processual Penal e reconhecida atuação nacional nas áreas do Direito Médico e do Direito da Saúde.

É membro da Comissão Nacional de Direito Médico da OAB Federal, preside há mais de 15 anos a Comissão de Saúde e Direito Médico da OAB Ceará, é membro decano do Comitê Estadual da Saúde do Ceará para o CNJ e fundador e presidente do Instituto Brasileiro de Direito e Saúde – IBDS.

É também idealizador e presidente do Congresso Brasileiro de Direito e Saúde, que, em 2026, chega à sua XI edição, consolidando-se como um importante espaço nacional de diálogo entre profissionais e instituições que atuam na construção das políticas e práticas de saúde.

Com o tema “A Saúde e a Judicialização: Financiamento, Terceiro Setor, Tecnologia e Humanização”, o XI Congresso será realizado de 3 a 6 de novembro de 2026, na OAB Ceará, reunindo um público estimado de mil profissionais de diversas regiões do Brasil.

Como a Medicina e o Direito se alinham em sua trajetória?

A Medicina me ensinou a cuidar da vida; o Direito me mostrou que cuidar também significa garantir direitos, acesso à saúde e dignidade. São caminhos diferentes, mas que se encontram em um mesmo propósito: colocar o ser humano no centro.

Como escolheu a Medicina como primeiro caminho profissional?

Foi uma escolha movida pelo desejo de cuidar. Na cirurgia pediátrica, esse sentimento se tornou ainda mais forte, porque cuidar de uma criança significa também acolher uma família inteira, muitas vezes em um momento de medo e fragilidade.

Você trabalha como preceptor de residência há várias décadas. Qual a parte mais gratificante desse trabalho?

É transmitir conhecimento e perceber que ele continuará através de outros médicos. Mais do que ensinar técnicas, procuro ensinar ética, responsabilidade e, principalmente, humanidade. O paciente precisa ser visto antes da doença.

O que representa o XI Congresso Brasileiro de Direito e Saúde? Quais os objetivos?

O congresso nasceu para aproximar Medicina e Direito e discutir os grandes desafios da saúde. Em 2026, o tema será “A Saúde e a Judicialização: Financiamento, Terceiro Setor, Tecnologia e Humanização”. A participação da procuradora de Justiça Dra. Isabel Porto, que atua na liderança do congresso, fortalece esse diálogo entre Direito e Saúde. No centro de tudo, existe sempre uma pessoa que precisa ser cuidada.

A nossa parceria traduz uma compreensão fundamental: Direito e Saúde não podem caminhar em caminhos separados quando está em jogo a vida humana. O diálogo entre essas áreas é essencial para enfrentar os desafios da judicialização, do financiamento, da gestão, da tecnologia e da humanização da assistência.

O congresso tem como propósito aproximar, em um mesmo espaço, operadores do Direito, profissionais da Saúde, gestores públicos e privados, representantes do Terceiro Setor, órgãos de controle interno e externo e o controle social, promovendo uma discussão que tenha como centro não apenas a doença, mas, sobretudo, o ser humano que precisa ser cuidado.

O congresso representa ainda um espaço de reflexão, conhecimento e construção conjunta de caminhos para uma saúde mais acessível, responsável e humana.
Uma trajetória marcada pela experiência, pelo conhecimento e pelo compromisso com a construção de uma relação cada vez mais segura entre Medicina, Direito e Saúde, sempre colocando a dignidade e a vida das pessoas no centro das decisões.

Como equilibra uma rotina tão intensa profissionalmente com a vida pessoal?

Nem sempre é simples. Aprendi que equilíbrio não é dividir o tempo perfeitamente, mas reconhecer o que realmente importa. Família, amigos, afeto e espiritualidade precisam encontrar espaço, porque a vida passa e alguns momentos não voltam.

Como cuida da espiritualidade?

A fé me ensina a agradecer, ter humildade e esperança. A Medicina nos mostra os limites da vida; a espiritualidade nos lembra que, mesmo diante deles, podemos oferecer presença, amor e conforto.

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Por minha vasta convivência profissional durante anos com a sociedade de Fortaleza, aprendi a captar notícias em suas mais preciosas e seguras fontes. Por perceber que no contato com esses registros sociais estava a fonte de minha vocação, resolvi criar meu próprio espaço na mídia virtual, reunindo uma equipe capaz e competente.

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