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A poesia da arte

O encontro de Tito Flávio com a arte surgiu do concreto: uma pessoa pintando. Foi ali, diante do gesto, que a vocação artística o capturou. Desde então, a pintura tornou-se parte permanente de sua vida, um compromisso diário. Sempre buscando se aprimorar, com bons professores, passou a estudar os grandes imortais do passado, por meio das pequenas manchas disformes, imprevisíveis e surpreendentes, que só se revelam a quem olha bem de perto.

Suas referências trazem os impressionistas Claude Monet e Renoir, além de Turner e Van Gogh, pintores da atmosfera e do gesto. Da arte brasileira, nomes que vão de José Pancetti a Manabu Mabe, de Anita Malfatti a Portinari e Aldemir Martins. É nesse cruzamento entre a tradição europeia e a brasilidade moderna que Tito constrói seu vocabulário pictórico.

Grande parte de seu trabalho nasce das lembranças da infância, das experiências compartilhadas com pais e irmãos. Ele pinta movido pela experiência afetiva que certas imagens provocam. Nesta entrevista, ele fala sobre esse percurso íntimo que o trouxe até aqui. Vem conferir com a gente!

Como se deu o seu despertar para as artes? Com qual linguagem de arte se deu esse início de experimentações?

Vi uma pessoa pintando e me emocionei. A pintura a óleo passou a fazer parte permanente da minha vida desde então. Fui atraído pelas manchas deixadas pelos grandes imortais do passado e passei a estudá-los. Fiquei maravilhado sobretudo pelas pequenas manchas disformes, imprevisíveis, surpreendentes, que se sobressaem para quem vê bem de perto! Por isso estou aqui!

Quais as suas referências no universo artístico?

Minhas principais referências são os pintores do final do Séc. XIX, como os impressionistas Claude Monet e Renoir. Também Turner, Van Gogh e os brasileiros Pancetti, Manabu Mabe, Anita Malfatti, Portinari e Aldemir Martins.

Como você se inspira para criar?

Minha pintura é feita de emoção. Uma parte significativa do meu trabalho nasce das lembranças da infância, especialmente das experiências compartilhadas com meus pais e irmãos.

Pinto movido pela experiência afetiva que certas imagens despertam. Faço retratos e paisagens como ativadores de lembrança. Minhas paisagens, muitas vezes construídas no limite entre figuração e abstração, são influenciadas pelas praias e pelo universo rural ligados à história da minha família.Atualmente estou desenvolvendo uma pesquisa junto aos pescadores do Mucuripe.

Em algum momento, você precisou decidir pela arte e outro caminho profissional? Como isso se deu?

Quando este momento chegar, já sei que seguirei pela arte.Você está com uma exposição em cartaz em Fortaleza até o próximo dia 31. Como se deu a escolha da temática e das obras?

A exposição Topografias da Memória está em cartaz no Espaço Onix Experience, em Fortaleza. A escolha dos retratos e paisagens da exposição se deu segundo essa temática que despertou a emoção dos visitantes em relação às suas próprias memórias. Nas palavras da curadora Andréa Dall’Olio Hiluy: “A pintura de Tito Flavio investiga a imagem como território de encontro entre memória e imaginação. As figuras que atravessam sua obra surgem como presenças evocativas, capazes de ativar atmosferas emocionais que ultrapassam a identidade representada.Nas paisagens, situadas entre figuração e abstração, o artista constrói espaços onde lembrança e sensação permanecem em transformação. Observadas de perto, as pinceladas que formam os retratos já anunciam campos de cor e horizontes.

”Que conselho daria para um artista em início de trajetória?

Estude, se relacione com o meio artístico e siga seu próprio caminho fazendo sua arte com prazer.

Quais os seus hobbies?

Tenho prazer de ler e assistir a coisas relacionadas à arte. Além disso, ando de bicicleta e jogo beachtennis. Nos indique um filme, uma série e um livro.

Nunca Deixe de Lembrar é um filme sensacional de 2018. É um drama sobre questões sociais que foi indicado ao Oscar, inspirado na história de um artista real.

Um livro excelente para quem quer entrar nesse mundo é “A História da Arte”, de E. H. Gombrich. É um livro grande que pode ser lido aos poucos. Apresenta desde a arte rupestre até a arte moderna e traz muitas imagens para acompanhar as explicações.

Não conheço muito sobre séries.

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Por minha vasta convivência profissional durante anos com a sociedade de Fortaleza, aprendi a captar notícias em suas mais preciosas e seguras fontes. Por perceber que no contato com esses registros sociais estava a fonte de minha vocação, resolvi criar meu próprio espaço na mídia virtual, reunindo uma equipe capaz e competente.

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