O colecionador de arte e filantropo Bernardo Paz, fundador do Instituto Inhotim, lidera a criação de um novo museu em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Integrado à natureza, entre morros e vales, o Museu Bernardo Paz ocupará 126 hectares de área rural vizinha à Reserva do Inhotim e terá pré-inauguração dos primeiros pavilhões em setembro de 2027.
Assim como o Inhotim, maior museu a céu aberto do mundo, o novo espaço será dedicado à arte contemporânea e terá mais de 20 galerias e pavilhões, além de instalações e esculturas ao ar livre encomendadas especialmente para o local. O projeto já está em construção e será aberto em fases. Na entrada, está previsto um centro comunitário com biblioteca e ateliês de arte, e um parque dedicado à música e à dança, que no futuro receberá um pavilhão.
Detentor de uma coleção particular com mais de três mil obras, Bernardo Paz pretende explorar no museu o diálogo que mantém há décadas com artistas de diferentes gerações, origens e linguagens. “O Museu Bernardo Paz está criando raízes e florescendo a partir da crença no potencial criativo dos encontros inesperados”, afirmou o idealizador em comunicado. Para viabilizar o projeto, ele tem investido recursos próprios.
A primeira fase do museu terá pavilhões dedicados a artistas do Brasil, do Peru e dos Estados Unidos. Entre os brasileiros confirmados estão Sonia Gomes, Pedro Moraleida, Laura Belém e Anna Maria Maiolino, radicada no país. Do exterior, já estão anunciados o norte-americano Michael Heizer, a peruana Sandra Gamarra — que expôs “Réplica” no Masp até junho deste ano — além de Frida Orupabo, da Noruega, Mario Garcia Torres, do México, Torkwase Dyson, dos EUA, e Giuseppe Penone, da Itália, com esculturas de grande porte e ambientes artísticos.
Atualmente, o pavilhão dedicado a Michael Heizer já está em fase de montagem. Heizer é um dos nomes fundamentais da Land Art, movimento surgido nos EUA no fim dos anos 1960 que transforma a própria paisagem em suporte para a criação artística. A escolha reforça a proposta do novo museu de integrar arte e natureza, dando continuidade ao legado iniciado com o Inhotim há mais de duas décadas.






































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































